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Danos invisíveis da Alienação Parental: como o amor familiar é sufocado




1.Definição do fenômeno, suas causas e seus efeitos sobre a criança e o pai ou responsável afastado.


A definição de Alienação Parental é um assunto complexo e importante, que envolve entender as causas e os efeitos de um fenômeno que pode causar danos emocionais graves a crianças e adolescentes.

Em essência, a Alienação Parental é uma forma de manipulação psicológica que ocorre quando um dos pais ou responsável tenta afastar ou dificulta a convivência da criança com o outro pai ou responsável, geralmente durante um processo de separação ou divórcio. Essa manipulação pode envolver mentiras, difamações, críticas, manipulação emocional para criação de falsas memórias e outras táticas para minar a relação entre a criança e o outro responsável. O objetivo é fazer com que a criança se sinta hostil em relação ao outro genitor e familiares afastado, e até mesmo desenvolva sentimentos negativos em relação a eles.


Os efeitos da Alienação Parental sobre a saúde emocional e o bem-estar das crianças são significativos. Os filhos que sofrem com a alienação parental podem desenvolver sentimentos de confusão, tristeza, raiva e ressentimento, além de problemas emocionais e comportamentais a longo prazo. É importante lembrar que a Alienação Parental é prejudicial tanto para a criança quanto para o pai ou responsável afastado, que muitas vezes também sofre emocionalmente com o afastamento de seu filho.


Por isso, é fundamental que a Alienação Parental seja reconhecida como um problema sério, e que as medidas legais e as intervenções necessárias sejam adotadas com rigor para proteger o bem-estar das crianças envolvidas. As famílias precisam entender que a cooperação entre os pais ou responsáveis é fundamental para garantir que a criança mantenha uma convivência saudável com ambos. É preciso ter em mente que, em última análise, o bem-estar da criança deve ser priorizado em detrimento das questões pessoais entre os adultos, porém sem esquecer dos cuidados e prejuízos causados a família alvo de alienação.


2.Sinais de Alienação Parental: Identificando os sinais que indicam que uma criança pode estar sofrendo com a alienação parental


Identificar os sinais de Alienação Parental é crucial para a prevenção e o tratamento desse fenômeno psicológico. Muitas vezes, as crianças que estão sendo manipuladas não conseguem expressar claramente seus sentimentos, o que torna importante que os pais ou responsáveis estejam cientes dos sinais que indicam que uma criança pode estar sofrendo com a alienação parental.


Um dos sinais mais comuns de Alienação Parental é a fala pejorativa superficial da criança sobre a família do genitor e em casos mais graves a recusa da criança em ter contato com um dos pais ou responsáveis. Essa recusa pode ser expressa por meio de uma atitude hostil ou evitando o contato por completo. A criança pode, por exemplo, recusar-se a atender o telefone, responder a mensagens ou e-mails, ou até mesmo se recusar a comparecer a visitas agendadas, comportamento que é amplamente estimulado e recompensado pelo alienador como forma de controle do comportamento infantil.


Outro sinal de que uma criança pode estar sofrendo com a Alienação Parental é uma mudança repentina de comportamento. A criança pode se tornar mais reclusa, ansiosa ou irritável. Também é comum que a criança comece a expressar opiniões negativas sobre o pai ou responsável afastado, mesmo sem ter tido experiências negativas diretas com ele.


Além disso, a criança pode começar a expressar sentimentos de medo, culpa ou vergonha em relação ao pai ou responsável afastado. Também é possível que a criança comece a falar mal do pai ou responsável afastado para outras pessoas, por algo que ouviu ou foi ensinada a repetir o que é uma indicação de que ela está sendo manipulada.

Em suma, estar atento aos sinais de Alienação Parental é essencial para garantir o bem-estar emocional e psicológico da criança. Ao reconhecer esses sinais, os pais ou responsáveis podem agir rapidamente para evitar que a manipulação continue e para buscar o tratamento necessário para a criança.


3.Impacto da Alienação Parental na Criança: Os efeitos emocionais e psicológicos que a alienação parental pode causar nas crianças


Prevenir a Alienação Parental é fundamental para garantir a saúde emocional e o bem-estar das crianças. Existem várias maneiras pelas quais os pais ou responsáveis podem prevenir a Alienação Parental e proteger seus filhos dessa forma de manipulação psicológica.


Uma das maneiras mais importantes de prevenir a Alienação Parental é garantir que a comunicação entre os pais ou responsáveis seja aberta e transparente. Isso significa que eles devem estar dispostos a conversar sobre questões relacionadas à criança, como a ampliação da convivência, participação ativa das famílias nas escolhas educacionais e outras decisões importantes. Também é importante que os pais ou responsáveis se comuniquem diretamente com a criança e evitem usar a criança como um meio de comunicação com o outro pai ou responsável.


Outra forma importante de prevenir a Alienação Parental é evitar falar mal do outro pai ou responsável na presença da criança. É importante que as crianças não sejam expostas a conversas negativas ou difamações, pois isso pode levar a sentimentos de hostilidade e ressentimento em relação ao pai ou responsável afastado.


Os pais ou responsáveis também devem encorajar a criança a manter um relacionamento saudável com o pai ou responsável afastado. Isso pode incluir várias formas de interação positiva. É importante lembrar que, mesmo que haja diferenças entre os pais ou responsáveis, a criança tem o direito de manter um relacionamento saudável com ambos.

Por fim, é importante que os pais ou responsáveis busquem ajuda profissional caso percebam sinais de Alienação Parental. Terapias familiares e aconselhamento podem ajudar a melhorar a comunicação entre os pais ou responsáveis e a garantir que a criança tenha um relacionamento saudável com ambos.


Em resumo, prevenir a Alienação Parental é fundamental para garantir a saúde emocional e o bem-estar das crianças. Isso envolve comunicação aberta e transparente entre os envolvidos, encorajar um relacionamento saudável com ambos os genitores, e buscar ajuda profissional, se necessário.


4.O Papel do Sistema Judicial: A importância de medidas legais para prevenir e combater a alienação parental, incluindo a elaboração de leis e regulamentos específicos e a atuação do judiciário para proteger os direitos das crianças.


Quando se trata de lidar com a Alienação Parental, é importante que os pais ou responsáveis ajam rapidamente e busquem as soluções adequadas para proteger a criança desse abuso e impedir a manipulação psicológica. Existem várias estratégias e recursos disponíveis para ajudar as famílias a lidar com esse problema.


Uma das primeiras coisas que os pais ou responsáveis podem fazer é buscar ajuda legal. A Alienação Parental é uma forma de violência e pode ser considerada um abuso psicológico e pode ter implicações legais. Um advogado experiente pode ajudar os pais ou responsáveis a tomar as medidas necessárias para proteger a criança e garantir que os direitos de ambos os pais sejam respeitados.


Além disso, os pais ou responsáveis também podem buscar ajuda de profissionais da área da saúde mental. Psicólogos, psiquiatras e terapeutas podem trabalhar com a criança para ajudá-la a entender e superar os efeitos da Alienação Parental. Esses profissionais também podem ajudar os pais ou responsáveis a melhorar a comunicação e a encontrar maneiras saudáveis de resolver conflitos.


Outra estratégia importante é envolver as escolas ou os professores da criança. Os professores podem ajudar a monitorar o comportamento da criança na escola e podem relatar qualquer sinal de que ela esteja sofrendo com a Alienação Parental. Além disso, a escola pode fornecer recursos para aconselhamento e terapia para a criança e os pais ou responsáveis.

Por fim, é importante lembrar que a prevenção é sempre a melhor solução. Os pais ou responsáveis podem se proteger contra a Alienação Parental criando um acordo de custódia claro e equilibrado, evitando falar mal um do outro e mantendo a comunicação aberta e transparente. Também é importante que a criança tenha acesso regular a ambos os pais ou responsáveis, pois isso pode ajudar a fortalecer o vínculo e reduzir as chances de manipulação.


Em resumo, lidar com a Alienação Parental requer ação rápida e eficaz. Os pais ou responsáveis podem buscar ajuda legal, de profissionais da área da saúde mental e da escola. Eles também podem tomar medidas preventivas para evitar a manipulação psicológica, incluindo a criação de um acordo de custódia equilibrado, evitar falar mal um do outro e manter a comunicação aberta.


5.A importância da Coparentalidade: A importância da cooperação entre os pais ou responsáveis para garantir que a criança mantenha um relacionamento saudável com ambos e a necessidade de priorizar o bem-estar da criança em detrimento das questões pessoais entre os adultos.


O quinto tópico que quero trazer sobre o assunto é a importância da prevenção e da intervenção precoce. É essencial que os pais ou responsáveis estejam atentos aos sinais de Alienação Parental e ajam rapidamente para proteger a criança e impedir que o problema se agrave.


Uma das maneiras mais eficazes de prevenir a Alienação Parental é estabelecer um ambiente saudável e amoroso para a criança desde o início. Os pais ou responsáveis devem trabalhar juntos para criar um ambiente seguro e positivo para a criança, com comunicação aberta e respeito mútuo. É importante também incentivar a criança a manter um relacionamento próximo com ambos os pais ou responsáveis.


Se a Alienação Parental já estiver em andamento, é fundamental que os pais ou responsáveis ajam rapidamente para interrompê-la. Isso pode envolver a busca de ajuda profissional, como terapia para a criança e a família, bem como intervenção legal, se necessário. É importante lembrar que a Alienação Parental é um problema complexo e pode ser difícil de resolver sem ajuda especializada.


Mas não se engane, normalmente a pessoa alienadora não volta a traz facilmente com a narrativa que criou para promover o afastamento do outro genitor. A melhor maneira é coletar provas, prints, gravações, vídeos, testemunhas e buscar rapidamente um advogado de família de sua confiança e entrar com uma ação judicial.


Além disso, é importante que a sociedade em geral esteja ciente da existência da Alienação Parental e das consequências negativas que ela pode ter para a saúde mental da criança que se estende até a vida adulta. É importante incentivar a educação e o treinamento para os profissionais que trabalham com crianças, como psicólogos, assistentes sociais e educadores, para que possam identificar e intervir precocemente em casos de Alienação Parental.


Em suma, a prevenção e a intervenção precoce são essenciais na luta contra a Alienação Parental. Os pais ou responsáveis devem trabalhar juntos para criar um ambiente amoroso e positivo para a criança, enquanto se mantêm atentos aos sinais de Alienação Parental. Se a Alienação Parental já estiver em andamento, é importante agir rapidamente e buscar ajuda profissional para interrompê-la antes que as consequências negativas para a saúde mental da criança se tornem mais graves. A conscientização e a educação também são fundamentais para prevenir e combater a Alienação Parental.


6.Tratamento e Prevenção: Estratégias para prevenir e tratar a alienação parental

O sexto tópico relacionado é a importância da proteção dos direitos da criança. A Alienação Parental pode afetar negativamente a saúde mental, emocional e até mesmo física da criança. Portanto, é fundamental garantir que os direitos da criança sejam protegidos em todos os momentos, mesmo em situações difíceis de Alienação Parental.


Os direitos da criança incluem o direito à educação, alimentação adequada, cuidados de saúde, segurança e amplo convívio familiar. Além disso, as crianças têm o direito de manter um relacionamento saudável e afetuoso com ambos os pais ou responsáveis, desde que isso não seja prejudicial para a criança. A Alienação Parental pode interferir nesse direito, pois um dos pais ou responsáveis pode tentar alienar a criança do outro, impedindo assim o desenvolvimento saudável de um relacionamento parental positivo.


É importante lembrar que a Alienação Parental não é apenas um problema entre os pais ou responsáveis, mas também é um problema social. Portanto, é essencial que a sociedade em geral esteja ciente da importância da proteção dos direitos da criança e se mobilize para garantir que esses direitos sejam respeitados em todos os momentos.

Profissionais que trabalham com crianças, como psicólogos, assistentes sociais e educadores, também têm a responsabilidade de garantir que os direitos da criança sejam protegidos e de tomar medidas para identificar e intervir em casos de Alienação Parental.


A sociedade em geral deve estar ciente da importância da proteção dos direitos da criança e trabalhar para garantir que esses direitos sejam respeitados em todos os momentos. Os profissionais que trabalham com crianças também têm a responsabilidade de garantir que os direitos da criança sejam protegidos e de tomar medidas para identificar e intervir em casos de Alienação Parental.


7.Perfil de quem pratica Alienação Parental

Como Terapeuta a Analista Cognitivo Comportamental, posso dizer que a prática da Alienação Parental geralmente é realizada por indivíduos que apresentam determinados traços de personalidade em seu comportamento. Embora hoje não seja possível definir um perfil único de quem pratica a Alienação Parental, existem algumas características que podem estar presentes em quem pratica esses comportamentos.


Um dos traços mais comuns é o narcisismo, que pode levar o indivíduo a se sentir superior e tentar controlar a situação a todo custo. Essa pessoa pode ter dificuldade em aceitar a separação ou divórcio, o que a leva a tentar manter o controle sobre o outro pai ou mãe e, consequentemente, sobre a criança.


Outra característica comum é a tendência a projetar suas próprias inseguranças, frustrações e comportamento abusivo no outro genitor ou familiares, tentando pintá-lo como uma figura negativa para a criança. O indivíduo pode criar uma narrativa distorcida sobre o outro pai ou mãe, a fim de afastar a criança dessa figura parental.


Além disso, a pessoa que pratica a Alienação Parental pode ter uma tendência a agir de forma manipuladora, buscando controlar e criar uma dependência emocional na criança. Essa manipulação pode envolver desde promessas de recompensa até ameaças de punição, a fim de fazer a criança tomar partido e afastar-se do outro pai ou mãe.


Por fim, a pessoa que pratica a Alienação Parental pode apresentar um comportamento impulsivo e irracional, buscando causar danos à outra figura parental usando todos os meios possíveis e imagináveis. Essa pessoa pode agir de forma dissimulada, desrespeitosa e hostil, buscando prejudicar o outro pai ou mãe por meio da alienação da criança.


É importante lembrar que essas características não se aplicam a todas as pessoas que praticam a Alienação Parental e que cada situação é única. No entanto, compreender essas tendências pode ser útil na identificação e prevenção da Alienação Parental.


8.Um ninho estranho: Polemicas, boatos e falsas acusações pela manutenção da violência contra crianças.


Nas esferas jurídicas e políticas parece existir uma espécie de campanha, de grupos específicos, contra a Lei de Alienação Parental que busca justamente coibir este ato de violência psicológica praticadas contra a criança e familiares alvo deste tipo de manipulação, sob o discurso de que brechas na lei possam favorecer genitores que supostamente ofereçam perigo a criança.


Nas justificativas contra a lei é afirmado que não é apurado denúncias explicitas sobre o principal motivador que tenta a revogação da lei, sendo afirmado que há margem legal para o aproveitamento de brecha por parte de supostos agressores e que existem indícios de que essa brecha já tenha sido explorada ordenadamente, apesar de não mostrar dados concretos para tais afirmações, estatísticas ou embasamentos científicos para tal. O que demonstra que esta preocupação deve ser amplamente apurada e carece de investimento para trazer dados mais profundos sobre o tema.


Aos que se engajam na manutenção da lei, afirmam que é possível encontrar ampla bibliografia sobre o tema e dados concretos sobre a importância de uma ampla uma convivência familiar saudável. Por vezes estes se deparam com reações violentas de pessoas que praticam ou se beneficiam de alguma forma com este ato de violência contra a criança, usando como arma principal falsas denúncias na justiça com o intuito de afastar da criança o convívio familiar e a vingança contra os familiares alvo, estes, por vezes, defendem inclusive o levantamento de dados de denúncias e falsas acusações para comparas os números e aprofundar no assunto.


O que pode gerar várias questões como:


A quem interessa a manutenção desse tipo de violência psicológica contra a criança?


Quais os outros perfis e características dos indivíduos que praticam a Alienação Parental?


Qual a razão de não exporem dados concretos para sustentar a revogação da lei?


Se o núcleo da questão, contra a lei é a existência de brechas que põe em risco o bem-estar da criança e do adolescente, por que não propor melhorias na lei ao invés de sua revogação?


Se não há comprovação sistêmica que a lei oferece risco por ter supostas brechas, por que não se averígua e abre-se a sociedade o número de denúncias falsas versus casos reais de mau uso da lei?


Não seria esta tentativa de revogação da lei uma forma de manipular a opinião pública associando a lei a algo desprezível que a lei justamente procura evitar? O abuso infantil?


São perguntas duras, mas alguém as deve fazer. Como Terapeuta Cognitivo Comportamental que trabalha com pais e mães sei exatamente o tipo de estrago que a Alienação Parental pode fazer ao núcleo familiar. A literatura, de fato expões os malefícios para a criança durante toda sua vida. O que ressalta a importância de trabalhos sérios de averiguação, pesquisas e meta análise de dados para se discutir a questão em sociedade e nos meios políticos.

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